Caderno Parcela é um jornal de bairro ampliado: cobrimos o que pesa no bolso e no trajeto diário de quem vive nas cidades brasileiras. Não publicamos listas de cupons nem textos gerados em massa. Cada matéria passa por apuração, conferência de dados e revisão editorial antes de ir ao ar.

Nesta edição, o assunto que mais chegou à redação foi a inflação de alimentos. Em São Paulo, leitoras e leitores relatam que a cesta básica de maio custou entre 8% e 14% a mais do que em janeiro, dependendo do bairro e do tipo de estabelecimento. Supermercados de rede e mercados de esquina não subiram na mesma proporção — e isso muda a rota de quem compra duas vezes por semana com sacola de rodinhas.

Também acompanhamos mudanças no transporte público. Em Belo Horizonte, a revisão tarifária do bilhete único mobilizou passageiros, sindicatos e comerciantes do entorno das estações. Em outras capitais, o debate é parecido: quanto custa chegar ao trabalho quando o salário não acompanha?

Por fim, olhamos para o comércio de rua e de bairro. Pequenos lojistas adotam Pix, maquininhas e vendas por WhatsApp em ritmos diferentes — e nem sempre com o suporte bancário que prometem os anúncios. Nossos guias práticos explicam o que mudou, para quem e com quais cuidados.

Se você chegou agora, comece pelas matérias em destaque abaixo ou filtre por tema no menu. A cidade é grande; nosso recorte é o que afeta a semana de quem mora aqui.

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Da redação

A semana começou com Rafaela percorrendo corredores de supermercado na zona leste paulistana, anotando preço por quilo e conversando com repositores que veem o cliente trocar marca na hora. Camila passou três dias no ponto de ônibus da Avenida Amazonas, em BH, ouvindo quem gasta mais de R$ 220 por mês só para ir e voltar do emprego.

André, por sua vez, visitou dez comércios de rua entre a Vila Mariana e o Brás para entender por que alguns abraçaram o Pix com entusiasmo e outros mantêm placa de "só dinheiro" na porta. O padrão não segue tamanho da loja — depende de fluxo, confiança e taxa que o banco cobra na maquininha.

Se você mora em alguma dessas cidades e tem uma história que acha que deveríamos contar, escreva para [email protected]. Lemos tudo, mesmo quando a resposta demora um pouco.